Um silencio paira sobre nossos corações, e aperta nosso peito de uma forma brusca, cruel. Não conseguimos entender, muito menos aceitar, essas tragédias que envolvem toda uma família, tragédias sem culpados, sem porquês.
Costumo dizer, que Deus, sente falta de seus anjos, e por isso os leva para perto Dele, para que possa apreciar de pertinho o seu sorriso e onde estiverem possam abençoar os que aqui ficam e precisam de sua proteção.
Hoje, mais um anjo cumpriu sua missão na Terra, e junto com Deus, está a esse momento intercedendo pela paz e força ao coração de seus pais e familiares.
O ser – humano, procura culpados para todos os acontecimentos, mas existem fatalidades que não cabe a ninguém apontar um responsável, nem sentir-se responsável.
Como mãe, sinto-me profundamente triste, em pensar que um homem bom, trabalhador, honesto, um pai dedicado e amoroso, foi vítima, juntamente com sua filha, de uma circunstancia tão dramática e dolorosa.
Não consigo encontrar palavras para esse sentimento de perda, que só em pensar, sinto estremecer meu corpo de tamanha angustia e aflição.
Rogo a Nossa Senhora, que sendo mãe e tendo também sentido a dor da morte de seu filho, possa interceder por esta mãe e acalmar seu coração, e ter força para seguir adiante nessa caminhada, onde gera em seu ventre duas novas vidas, que precisarão de todo seu amor.
Dobro meus joelhos e peço ao meu bom Deus, que carregue esse pai em seu colo e possa aliviar essa culpa, esse desespero, que envolveu sua vida, e por ironia do destino, levou seu bem mais precioso, sua filha.
E agradeço a Nosso Senhor Jesus Cristo pela certeza que tenho que hoje esta menina tão bonita e doce esta a seu lado, para ajudá-lo a acalmar esta cidade que chora.
terça-feira, 28 de outubro de 2008
terça-feira, 21 de outubro de 2008
Minha Itaocara..
Itaocara, 118 anos de história, de beleza, de construção...
Mas, falar sobre essa cidade onde fui criada e que vivi grande parte dos meus 23 anos de idade é falar da minha historia, das minhas aventuras...
Quando olho pra trás, vejo como fui feliz aqui, e como tive uma infância privilegiada, por aproveitar e desfrutar da liberdade, poder brincar na rua, de mata-mata, pique – esconde, jogar vôlei no campinho, viver em cima da centenária árvore Alfarroba, pular a cerca e fazer piquenique escondido no Castelinho, subir no morro perto da casa onde morava e deslumbrar uma paisagem fantástica, que devido ao brilho do sol, parecia ser dourado e a imagem de uma Serra ao fundo, que mesmo não estando em nossas terras, nos sentimos um pouco donos, pela beleza de uma vista que somos presenteados todos os dias.
Aqui, onde estão fincadas minhas raízes, e que me trazem tão boas recordações, e que como eu, muitos da minha idade aproveitaram bastante tudo que uma cidade pequena poderia oferecer. Quantas voltas e tombos já foram dados de patins no quiosque?! Quantas danceterias no Nacional, shows no Kaiak, amigos juntos no Lual, Noites Tropical no Campestre, Serestas no União... com certeza muitos casais persistem até hoje, cujo a historia começou nessas festas que agitavam essa cidade de um povo alegre e acolhedor.
Ao caminhar por aqui, vejo como cresceu, e como se desenvolve a cada dia que passa, e acredito que esse desabrochar esteja apenas no início, que ainda teremos muito a oferecer, as nossas crianças e jovens, não somente no lazer, mas na educação, onde não precisarão sair daqui para cursar uma universidade, e assim como no carnaval, traremos muitos a nossa tão amada Itaocara, para estudarem e felicitarem-se com a beleza de nossa terra e a grandiosidade de nosso povo.
Hoje com a possibilidade de ir embora daqui, sinto-me triste, ao pensar que meus filhos poderão não ter a mesma sorte de vivenciar uma infância e juventude gostosa como a que tive, de não poderem ter a mesma facilidade de encontrar os amigos, de confiar no próximo, de correrem na rua p jogar bola...
Itaocara, essa cidade que foi o cenário dos grandes acontecimentos da minha vida... e que nesse dia 28 de outubro parabenizo por mais um ano, tendo a certeza de que nesses 118 anos, muitos como eu, tem suas histórias, fantasias e sonhos vividos neste lugar.
Mas, falar sobre essa cidade onde fui criada e que vivi grande parte dos meus 23 anos de idade é falar da minha historia, das minhas aventuras...
Quando olho pra trás, vejo como fui feliz aqui, e como tive uma infância privilegiada, por aproveitar e desfrutar da liberdade, poder brincar na rua, de mata-mata, pique – esconde, jogar vôlei no campinho, viver em cima da centenária árvore Alfarroba, pular a cerca e fazer piquenique escondido no Castelinho, subir no morro perto da casa onde morava e deslumbrar uma paisagem fantástica, que devido ao brilho do sol, parecia ser dourado e a imagem de uma Serra ao fundo, que mesmo não estando em nossas terras, nos sentimos um pouco donos, pela beleza de uma vista que somos presenteados todos os dias.
Aqui, onde estão fincadas minhas raízes, e que me trazem tão boas recordações, e que como eu, muitos da minha idade aproveitaram bastante tudo que uma cidade pequena poderia oferecer. Quantas voltas e tombos já foram dados de patins no quiosque?! Quantas danceterias no Nacional, shows no Kaiak, amigos juntos no Lual, Noites Tropical no Campestre, Serestas no União... com certeza muitos casais persistem até hoje, cujo a historia começou nessas festas que agitavam essa cidade de um povo alegre e acolhedor.
Ao caminhar por aqui, vejo como cresceu, e como se desenvolve a cada dia que passa, e acredito que esse desabrochar esteja apenas no início, que ainda teremos muito a oferecer, as nossas crianças e jovens, não somente no lazer, mas na educação, onde não precisarão sair daqui para cursar uma universidade, e assim como no carnaval, traremos muitos a nossa tão amada Itaocara, para estudarem e felicitarem-se com a beleza de nossa terra e a grandiosidade de nosso povo.
Hoje com a possibilidade de ir embora daqui, sinto-me triste, ao pensar que meus filhos poderão não ter a mesma sorte de vivenciar uma infância e juventude gostosa como a que tive, de não poderem ter a mesma facilidade de encontrar os amigos, de confiar no próximo, de correrem na rua p jogar bola...
Itaocara, essa cidade que foi o cenário dos grandes acontecimentos da minha vida... e que nesse dia 28 de outubro parabenizo por mais um ano, tendo a certeza de que nesses 118 anos, muitos como eu, tem suas histórias, fantasias e sonhos vividos neste lugar.
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