quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Tanto Amor...

Pensava que conhecia o amor, que sabia o que era sentir saudade, que não conseguiria viver sem a presença de alguém, achava que já teria evidenciado as experiências mais marcantes da minha vida... até que vivi a maior de todas as alegrias e o medo mais desesperador, um divisor entra a menina que eu era e a mulher que fui forçada a me transformar...e principalmente, com uma responsabilidade tamanha e um gigantesco pânico de errar.
Entre angustias, receios e duvidas, surgia um sentimento que hoje afirmo com toda certeza, não há como ser superado, pois não existe nada mais puro e sincero, mais humano e divino.
Tantos sonhos transformados, planos que não seriam mais realizados, mas, quantos novos momentos de felicidade extrema, de doação incondicional, de recompensas inigualáveis ainda estavam por vir...
Não fazia idéia de como pensava somente em mim, até perceber que a minha vida passou a não ser mais o meu foco e sim, um instrumento para trazer esperança, ensinar valores, tentar ser uma fortaleza para que nas situações de pavor eu pudesse transmitir segurança e conforto, apesar de estar sendo corroída por um medo de não conseguir, mas ao mesmo tempo, sendo levada por uma força enorme que me fazia nunca desistir de tentar.
Ao me olhar no espelho hoje, vejo como estou diferente, como amadureci e percebo que tudo passou a fazer mais sentido, a ser mais bonito... essa nova fase em que entrei me desvinculou de situações que me eram prazerosas, mas que não se comparam a delicia e a loucura que é ser mãe.
Olhar para um ser tão indefeso e ingênuo, sabendo que cabe a mim ajudá-lo a crescer e se tornar um homem.
Às vezes penso ser insanidade colocar nesse mundo, cada vez mais perverso, pessoas que eu não agüentaria ver sofrer nem ao menos a dor do primeiro amor... mas, em compensação, acho que não seria uma mulher completa se não existissem esses que são o motivo de querer e acreditar que ainda há uma forma de transformarmos essa realidade egoísta e insensível em um lugar onde valha a pena se viver.
Meu coração se dividiu em três partes iguais, direcionando meu amor para pessoinhas que mesmo pequenas no tamanho, são maiores do que todo universo em preciosidade e importância.
Tão diferentes, cada um com seu jeitinho, seu olhar, sua maneira de querer chamar minha atenção...mas todos igualmente insubstituíveis.
Meus meninos...meus amores... como tenho medo de não ser a mãe que merecem, como gostaria de carregá-los no colo por toda vida, protegendo-os de qualquer tipo de sofrimento, mas sei que são os tombos no caminho que fazem com que aprendamos a nos levantar e nos tornarmos fortes.
Não existe nada mais emocionante que sentir o amor de um filho, saber que a sua presença o acalma, sua voz o acalenta, seu beijo o cura e que seu abraço o deixa mais seguro do que qualquer outro tipo de proteção.
É um sentimento tão incrível, tão emocionante... ver aqueles olhinhos, aquele sorriso ao pronunciar “mamãe”... com certeza eu não abriria mão disso por nada nessa vida!
Meus filhos, vocês me permitem viver a cada dia, a melhor sensação e o maior de todos os amores! Como os quero bem e como me orgulho em saber que agora toda minha vida tem sentido, porque nela existe vocês e mais...porque ela possui três nomes que fazem com que toda luta pareça ser mais fácil, e que a cada dia eu tente ser melhor! Paulo César, Miguel Eugenio e Gustavo, obrigada por vocês me fazerem sentir e viver o que realmente traduz a palavra Amor!!

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Sexo Forte

A cada dia mais me orgulho de ser mulher...não somente pela felicidade de poder gerar um filho em meu ventre, que é algo essencialmente feminino, mas pela garra e coragem que muitas lutam para conseguir seu espaço, tanto no âmbito profissional quanto no pessoal. Depois de muitas batalhas contra machistas que tentavam um adestramento ao invés de relacionamento, chegamos finalmente a nosso lugar de direito, disputando com êxito no mercado de trabalho, chefiando uma família e não deixando de ser delicada e vaidosa.
A nossa evolução, não ligada somente à parte financeira, vem sido evidenciada a cada dia, antes mulheres que eram agredidas por seus parceiros hoje se sentem mais seguras em procurar ajuda. Devido à existência da Lei Maria da Penha, o resultado das denuncias nesse primeiro semestre de 2008 foi praticamente o dobro do mesmo período do ano passado, é a justiça protegendo não os mais fracos, mas sim, punindo os covardes que acreditam ser a força bruta o sinal de poder, liderança e potencia...o que sinceramente para mim significa exatamente ao contrario, só agride fisicamente quem não é capaz de se manter firme, respeitado, pois procura meios irracionais para ditar suas ordens. O que mais me intriga são os casos que a justificativa do agressor é o ciúme, como se a maneira de prender a mulher fosse esta, maltratando-a... Estão é mt enganados esses seres desprovidos de intelecto e sensibilidade... Mulher é conquistada pelo carinho, pelo olhar, por se sentir segura. Agindo dessa forma o resultado será o oposto, só conseguirá de sua parceira o medo e desprezo, a não ser que a mulher seja masoquista ou algo assim...
Os homens vivem dizendo que somos impossíveis de ser entendidas, mas acho q na realidade não querem entender, pois não há algo mais transparente que a vitrine dos olhos, é só saber olhá-los. Em um relacionamento deseja-se estabilidade, principalmente emocional. Mulher gosta de saber que entre todas as outras q estiverem perto, ela fará a diferença.
Nessa busca pelo padrão de beleza dito como ideal, o senso estético é algo marcante, mas não se faz uma mulher somente de silicone em uma clínica, nem de massa muscular suada com seu personal trainer ... creio que a “malhação” cerebral é o diferencial nessas que estão deixando sua marca na sociedade... mas que também passam horas com cremes, sessões de massagens, salão de beleza, depilação, academia... para estarem belas, conquistar a mesma pessoa todas os dias, ou para beijar sapos esperando que virem príncipes ou, simplesmente, para se olhar no espelho e sentir-se bonita, gostosa e melhor ainda ter certeza que é muito melhor que essas tais celebridades que vivem na mídia, e envergonham tanta luta pelo respeito e valor do Sexo Feminino... estas Mulheres Melancias que são feitas essencialmente de muita bunda e pouco cérebro... mas que felizmente uma hora apodrece e todo mundo esquece...e lembram-se das que me dão orgulho, e que “rebolaram” e muito, mas para fazer parte de uma historia q transformou o preconceito em admiração!

sábado, 2 de agosto de 2008

O que você vai deixar?

Hoje acordei recebendo a noticia de mais um desastre envolvendo jovens, e a cada dia fico mais chocada com a quantidade de acidentes que vem ocorrendo, levando a vida de pessoas que praticamente acabaram de conhecê-la, em segundos, como num estalar de dedos, perde-se toda uma historia, deixando assim somente saudades e lembranças...
E tudo se acaba...Ou não...Com certeza não para as pessoas que permanecem por aqui, pois os momentos, as palavras, serão sempre uma forma de sentir um pouco a vivacidade do outro, nem que seja somente dentro de nosso peito, por isso é bom pensar no que vamos deixar de recordação para os que aqui ficarem quando estivermos nós, com os olhos fechados.
Este não é um texto fúnebre, pelo contrário, não estou aqui para falar de morte, mas sim de vida, de como viver. Acredito na idéia de aproveitar o máximo de cada dia, como se fosse o último, mas...O que seria aproveitar? Não creio que aproveitar o momento hoje possa ser algo que eu vá me envergonhar, caso não desapareça no dia seguinte... Creio que aproveitar ao máximo é dizer o que penso, é dizer o que os outros significam pra mim, ou melhor, é deixar que saibam quanto são especiais e fazem falta... Já pensou que há pessoas extremamente importantes em nossas vidas, mas que talvez não tenham noção disso? E talvez nunca saibam...
Quantos pedidos de desculpa poderiam ser feitos se soubéssemos que talvez não teríamos mais essa chance e quantos perdões poderiam ser trocados, aliviando assim corações amargurados. Acabamos sempre pensando que esta chance um dia ainda aparecerá, mas às vezes, pode-se não tê-la, e aí sim, junto aos momentos deixados como lembranças estarão os pedidos não feitos, os perdões não dados...
A vida é algo incrível, o ser humano então, fascinante...Mas que não há sentido ser tudo tão mágico, se não existe com quem compartilhar.
Os amigos, aqueles que sempre aparecem para perguntar o que aconteceu quando vêem lá no fundo de nossos olhos que as coisas não estão indo bem, ou quando só pelo modo como dizemos “Alô” ao telefone, não é necessário nem explicar o que aconteceu, já sabem que precisamos deles... Será que já foram abraçados com a mesma força q nos fazem sentir quando estamos diante de um problema?
E os pais, depois de conhecer a realidade maravilhosa que é a maternidade, pude compreender muito do que criticava em relação ao julgamento e o cuidado com que eles têm, e digo com toda certeza, não existe amor maior... Será q essas pessoas que trocariam qualquer coisa pela nossa felicidade recebem o valor diário q merecem? Recebem o amor puro, que tanto nos dão? Recebem as palavras de carinho q muitos sonham em ouvir?
E os amores... Os amores... quantas palavras não são ditas...tantos beijos não são dados, quanta paz é perdida... Por medo, vergonha ou orgulho simplesmente escapam entre nossos dedos e deixamos de aproveitar o que poderia ser a experiência mais espetacular nesse nosso aglomerado de momentos que chamamos de vida!
E aproveitando as palavras de Chaplin concordo em dizer: "A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos".

Enquanto ainda há tempo...

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

A Extinção do Amor


Há pouco tempo recebi um e-mail que falava sobre uma frase mt sábia de Renato Russo, onde ele dizia q o mal do século é a solidão, parei para refletir e vi como isso se torna a cada dia mais real, todos buscam uma carreira brilhante, uma beleza inigualável, uma vida estabilizada, e se esquecem de como é bom chegar em casa sabendo que ha alguém que mesmo no meio dos afazeres da sua rotina ainda teve um tempo de pensar em você, estando no trabalho, com pilhas de papeis e muitos telefonemas ainda conseguia um instante para lembrar do sorriso ou do olhar e chegar até a sentir saudade. Não quero parecer nostálgica ou careta, mas isso é algo que me perturba pensar, nunca existiram pessoas tão bonitas, tão siliconadas, tão bem resolvidas, com empregos maravilhosos, salários invejáveis...E sozinhas, não digo solteiras, mas sozinhas.
Os consultórios dos psicólogos e psicanalistas cheios de amargurados solitários...
Eu como fã de Arnaldo Jabor assino embaixo quando ele diz "Para conquistarmos algo na vida não é necessário, apenas, força ou talento; é preciso, acima de tudo, ter vivido um grande amor”, penso que não o amor dos contos de fada, que são perfeitos e eternos, pois esses são ilusões criadas, mas o amor que tem problemas, brigas, discussões, mas que no final, quando os olhos se cruzam tudo que era motivo de gritos passa a não mais existir, porque o que realmente importa esta bem diante de cada um. A falta de tempo é motivo (ou pretexto) para que muitos relacionamentos não sigam a diante, mas ao meu ver, não é necessário estar ao lado para estar presente, em alguns casos, acontece justamente ao contrario, pessoas estão juntas no dia-a-dia e parece que nunca se encontram, porque não são capazes de se enxergar. Acho que os casais estão perdendo um ponto chave para o sucesso do relacionamento, o romance.
Beijos demorados, flores, filmes românticos, jantar a dois com um bom vinho...acho que estou ficando meio ultrapassada... Pois não escuto isso dos mais jovens que estão vindo por ai, apenas festas, bebedeiras e pegação, não estou dizendo q sair para uma balada não seja bom, porque com certeza é ótimo, principalmente na fase em que os hormônios parecem mandar os neurônios ficarem em casa, mas não pode se resumir tudo apenas nisso.
Onde estarão os versos de amor que preenchiam as músicas? Com certeza não na boca dos que cantam “rebola devagar depois desce...” a vulgarização da relação ficou embutida na realidade dessa juventude que sinto pena, mas talvez não cheguem a conhecer o quanto é gostoso sentir-se amado.