Pensava que conhecia o amor, que sabia o que era sentir saudade, que não conseguiria viver sem a presença de alguém, achava que já teria evidenciado as experiências mais marcantes da minha vida... até que vivi a maior de todas as alegrias e o medo mais desesperador, um divisor entra a menina que eu era e a mulher que fui forçada a me transformar...e principalmente, com uma responsabilidade tamanha e um gigantesco pânico de errar.
Entre angustias, receios e duvidas, surgia um sentimento que hoje afirmo com toda certeza, não há como ser superado, pois não existe nada mais puro e sincero, mais humano e divino.
Tantos sonhos transformados, planos que não seriam mais realizados, mas, quantos novos momentos de felicidade extrema, de doação incondicional, de recompensas inigualáveis ainda estavam por vir...
Não fazia idéia de como pensava somente em mim, até perceber que a minha vida passou a não ser mais o meu foco e sim, um instrumento para trazer esperança, ensinar valores, tentar ser uma fortaleza para que nas situações de pavor eu pudesse transmitir segurança e conforto, apesar de estar sendo corroída por um medo de não conseguir, mas ao mesmo tempo, sendo levada por uma força enorme que me fazia nunca desistir de tentar.
Ao me olhar no espelho hoje, vejo como estou diferente, como amadureci e percebo que tudo passou a fazer mais sentido, a ser mais bonito... essa nova fase em que entrei me desvinculou de situações que me eram prazerosas, mas que não se comparam a delicia e a loucura que é ser mãe.
Olhar para um ser tão indefeso e ingênuo, sabendo que cabe a mim ajudá-lo a crescer e se tornar um homem.
Às vezes penso ser insanidade colocar nesse mundo, cada vez mais perverso, pessoas que eu não agüentaria ver sofrer nem ao menos a dor do primeiro amor... mas, em compensação, acho que não seria uma mulher completa se não existissem esses que são o motivo de querer e acreditar que ainda há uma forma de transformarmos essa realidade egoísta e insensível em um lugar onde valha a pena se viver.
Meu coração se dividiu em três partes iguais, direcionando meu amor para pessoinhas que mesmo pequenas no tamanho, são maiores do que todo universo em preciosidade e importância.
Tão diferentes, cada um com seu jeitinho, seu olhar, sua maneira de querer chamar minha atenção...mas todos igualmente insubstituíveis.
Meus meninos...meus amores... como tenho medo de não ser a mãe que merecem, como gostaria de carregá-los no colo por toda vida, protegendo-os de qualquer tipo de sofrimento, mas sei que são os tombos no caminho que fazem com que aprendamos a nos levantar e nos tornarmos fortes.
Não existe nada mais emocionante que sentir o amor de um filho, saber que a sua presença o acalma, sua voz o acalenta, seu beijo o cura e que seu abraço o deixa mais seguro do que qualquer outro tipo de proteção.
É um sentimento tão incrível, tão emocionante... ver aqueles olhinhos, aquele sorriso ao pronunciar “mamãe”... com certeza eu não abriria mão disso por nada nessa vida!
Meus filhos, vocês me permitem viver a cada dia, a melhor sensação e o maior de todos os amores! Como os quero bem e como me orgulho em saber que agora toda minha vida tem sentido, porque nela existe vocês e mais...porque ela possui três nomes que fazem com que toda luta pareça ser mais fácil, e que a cada dia eu tente ser melhor! Paulo César, Miguel Eugenio e Gustavo, obrigada por vocês me fazerem sentir e viver o que realmente traduz a palavra Amor!!
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
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